domingo, 13 de março de 2011

VENERANDA

Olá pessoal.
Hoje eu vou publicar esse texto de um amigo, o professor Ademir da E.E. Leopoldo Santana, em homenagem ao espírito Veneranda, uma das Ministras de Nosso Lar.
Agradeço ao meu querido amigo por ter me dado a permissão de publicá-lo e deixo aqui agora para vocês uma homenagem de uma pessoa humilde, sincera, e por isso nobre, como nobre é a Ministra tão amada em Nosso Lar.
- Uilson Carlos

Veneranda

Como sublimar a ti Veneranda?
Como a um brilho de luz,
Que mesmo na humilde esfera dum orvalho,
Expõe-se nobre?

Ou a roupa trapeada do Caipira,
Que labuta íntegro e renitente a terra boa,
Porém, nua, crua e dura?
Mas permanece justo seu calvário entre as pedras,
Sem rusgas, nem tropeços.
E a cada passo, ascende às graças do mais alto grau de evolução.

Vejam os pastos verdejantes e rasteiros.
Vejam as flores que multiplicam em cores e cheiros.
Vejam como se prostram ao arco-íris.
Que por sua vez, se prostram diante aos teus pés, Veneranda.
Convidando-lhe a caminhar e difundir-se entre suas cores perfeitas de equilíbrio.
Cujo caminho, principia no bater de asas das borboletas,
E se eleva sublime, nos brados cantos dos pássaros.
Que anunciam a onipresença Daquele que é o Alpha e o Ômega das vidas.

Veneranda, tu que veneras a Cristo.
Tu que já viste ao Cristo.
Como é o teu semblante?
A que remete o teu olhar?
Ao intenso e nobre brilho do orvalho?
Ou ao Caipira penitente que resiste altivo o teu calvário?
E o som de tua voz, é tão suave quanto o bater de asa das borboletas?
Ou apresenta o bradar forte e afinado dos vários pares de pássaros?
Ou será a junção de tudo?
Que evoluído se sublinha na forma multicor do arco-íris?
Ah, Veneranda! Sinto que a tua íris reluz brilho tão intenso, quanto ao próprio sol.
Não tenho em mim, fibras, tão menos sabedoria para contemplar tamanha luz.

Redimo-me da minha débil curiosidade sobre a face do Cristo.
E vos peço em nome desta Onipresente Luz, que me toque.
Mas que seja de leve, pois sou tão pequeno, tão fraco...
E nestas condições, peço humilde às borboletas e aos pássaros,
Um décimo de suas forças.
E assim, me sinto com asas, livre a voar pelos bosques e campos (metamorfose sublime do amor).

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