Olá Pessoal.
A Prefeitura e o Governo Estadual de São Paulo trabalharam juntos na violenta repressão aos estudantes que protestavam contra o aumento da passagem de ônibus, na noite dessa quinta-feira (17/02/11), na sede da Prefeitura em São Paulo.
Mais uma vez o Estado tem dado mostras de que ele não serve, mas se serve como diz Mário Sérgio Cortella, e todo poder que se serve, é um poder que para a população não serve.
Hoje pela manhã, cheguei a ouvir pessoas dizerem que não é certo as pessoas se acorrentarem nas catracas da Prefeitura, mas o problema é que numa reunião marcada com o secretário dos transportes, o secretário não compareceu.
Há um descaso evidente do Poder Público para com a população, pois o secretário ainda que não tenha comparecido por um motivo pessoal grave, era obrigação da Secretaria dos Transportes marcar outra reunião, enfim, dado algum tipo de satisfação, demonstrado interesse pelos interesses da sociedade. Isso porém, não aconteceu.
Daí fica aquela indignação, pois vivemos num país que prega a Democracia, mas Democracia pressupõe igualdade, participação coletiva, e o poder público só prega esse tipo de atitude, mas na prática, não é interessante.
Em Brasília estão discutindo os rumos da Reforma Política, porém, a população nem foi informada que pode e deve participar da Reforma, aliás, poderia, porque na verdade, as decisões tomadas estão todas restritas à uma esfera política, que, como mostrou Gilberto Kassab ontém, não está muito preocupada com os interesses sociais, mas sim com seus próprios interesses.
A questão que tem que ser vista com muita atenção, é que os estudantes não estavam errados. Errados estão todos aqueles que não se uniram a eles por mero comodismo, (salvo as exceções daqueles que cumpriam com suas obrigações da vida pessoal ou profissional), ou talvez até fizeram críticas chamando-os provavelmente de vagabudos ou coisa do tipo, o que não duvido que alguém tenha feito.
A situação de opressão social só vai mudar com a junção da sociedade na luta por seus Direitos, mas, dentro do país do futebol, poucos tem se lembrado de requerer esses Direitos e quando o fazem, ainda são tratados como marginais, no sentido pejorativo do termo, mas na verdade são sim, marginais, ou para melhor compreensão, os marginalizados da sociedade desigual.
Termino pegando carona na frase do Cortella para relembrar que um Poder que ao invés de servir, se serve, esse é um poder que não serve.
- Uilson Carlos
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